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Hoje, 10 de Outubro, é o dia Mundial da Saúde Mental!

  • Foto do escritor: AvinteSaúde
    AvinteSaúde
  • 10 de out. de 2020
  • 3 min de leitura

por Dra. Cristina Alexandra Costa

A celebração deste dia pretende chamar a atenção para a questão da saúde mental, sendo esta transversal a todas as culturas, ideologias, extratos sociais ou económicos.


Efetivamente, são muitos os milhões de pessoas de todo o mundo que sofrem em algum momento da sua vida de doença mental – entre patologias psiquiátricas, neurológicas, demências, perturbações comportamentais e adições diversas (ex. alcoolismo, substâncias ou outras), pelo que importa reforçar-se a aposta na prevenção e no tratamento da perturbação mental antes de se tornar grave e, por sua vez, mais difícil resolver, com mais custos e complicações para o próprio e para os que o rodeiam.


De entre estas patologias, as perturbações depressivas destacam-se entre as mais prevalentes, encontrando-se nos primeiros lugares de doenças incapacitantes, e cuja incidência tem vindo a aumentar sucessivamente. Especificamente, Portugal é um dos países europeus com maior taxa de prevalência nas perturbações mentais, sendo estas, e particularmente a depressão, o fator de maior risco de suicídio. Contudo, a depressão é uma patologia passível de ser diagnosticada e tratada, considerando-se que a melhor opção de tratamento resulta da combinação de apoio psicossocial com psicoterapias e/ou antidepressivos, sendo os últimos recomendados para as formas moderada e severa e não como tratamento de primeira linha para a depressão leve ou subliminar. De facto, os medicamentos melhoram [a qualidade de vida do paciente], mas não resolvem o problema, sendo que a psicoterapia assume assim um papel fundamental.


No momento atual de crise, e potenciado pela situação de pandemia, isolamento, perda e incerteza sobre o futuro, é expectável um aumento dos problemas de saúde psicológica (ex., perturbações da ansiedade, perturbação de stresse pós-traumático, depressão, consumo excessivo de álcool), pelo que é necessário um esforço concertado de todos para minorar as consequências de um distúrbio emocional. Não obstante a pessoa ser a personagem principal da reconstrução do seu sentido de identidade e da gestão das suas escolhas, porque este é um processo que tem que acontecer a um nível intrapsíquico/pessoal, ele implica também o comprometimento do seu parceiro/a, familiares, amigos, e toda a comunidade da qual a pessoa é parte integrante para uma melhor recuperação e empoderamento. Note-se que muitas vezes é esta rede de suporte do paciente que percebe que algo está mal por traz de frases como ‘Estou bem’ ou ‘isto é passageiro’ e dá o primeiro sinal de alerta. O estado de negação – ou a vergonha de assumir que precisa de apoio psicológico – é efetivamente um dos maiores entraves à boa saúde mental.


Ao longo da vida, são muitos os fatores sociais, psicológicos e biológicos que influenciam a saúde mental. Além dos fatores de stress que todos enfrentam, ao chegar à velhice muitos idosos perdem a capacidade de viver de forma independente devido a dificuldades de mobilidade, dor crónica, fragilidade ou outros problemas mentais ou físicos, que exigem assistência. Além disso, entre os idosos, experiências de abandono, abuso, luto, falta de atenção e queda do nível socioeconómico no decorrer da reforma são mais frequentes, fatores esses que promovem o isolamento, solidão e angústia.

Ora a saúde mental influência a saúde do corpo e vice-versa – adultos com doenças cardíacas têm taxas mais altas de depressão; e a depressão pode piorar a doença cardíaca.


Por tudo isto é fundamental estar atento às próprias emoções e, ao nível da comunidade, estar atento ao outro que manifesta estar diferente daquilo que procura transparecer, para desta forma procurar ajuda especializada e promover o seu bem estar emocional.

 
 
 

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